Amarelo, roxo e preto
Gilson João
Parisoto
Vai tudo bem na terra dos
Big Brothers. Afinal, depois das festas de fim de ano, o espírito
festivo tem que ser preservado. Pena, para as mais afoitas,
que o psiquiatra era homo. O pessoal aqui da cidade próxima
já deixa bem claro que ele é mineiro, lá
das bandas ou bundas de Minas, a terra da “miss”.
Que sejam duas. Miséria pouca é bobagem.
Enquanto o país se preocupa em encontrar os sessenta
mil novos milionários, como afirmam os noticiários,
as cores nacionais realçam o amarelo, da riqueza e
da febre. Sim amigos, da febre amarela que nos deixa roxos
de raiva ao ouvirmos os pronunciamentos de nossas autoridades.
Amarela, roxa ou preta, eis as possibilidades para quem tenta
pintar a nossa realidade com as cores do otimismo e da falta
de senso crítico.
O pior é que estamos nos acostumando a vestir as roupas
da tolerância e a nos conformar com a mediocridade e
a falta de espírito inventivo para elevar o ânimo
de nosso povo, já, acostumado a perder.
Perdemos, perdemos, perdemos e os nossos representantes acham
que tudo é assim mesmo. Se não corrermos e pleitearmos,
as coisas e os fatos políticos não acontecem.
Depois, é só esperar o próximo século.
Dracena que já levou o Ambulatório de Especialidades
acaba de levar, também, os Jogos Regionais. E nós?
Será que adianta colocar a culpa nos outros? Será
que o Adhemar, Maluf, Geisel etc, etc são culpados?
Fazer poucos fazem.
Falar, falam.
Criticar sem base é tarefa dos incompetentes e medíocres.
Destruir é cômodo para quem tem as bombas nas
mãos. Quando não mais as tiverem, tenho certeza,
voltarão aos porões de onde nunca deveriam ter
saído.
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