Bom dia! Vejo, nesta terça-feira
de carnaval, no site do Jornal da Cidade de Adamantina, a
carta denúncia publicada pelo Sr. Sidnei Alzídio
Pinto e daqui de Foz do Iguaçu confesso estar indignado,
tanto que enviei o link da notícia ao site riosvivos.org.br
na esperança de que não somente o Sr Sidnei,
mas também outras pessoas possam contribuir para a
solução do problema e, inclusive adamantinenses,
fazendo uso da internet, contribuam com cobrança
junto às autoridades.
Nasci em 1959 nesta cidade e tive a Rua General Izidoro como
residência pela metade de minha vida. Não foram
poucas as vezes que lá estava eu nos córregos
e riachos próximos a cidade para um banho e uma pescaria
onde o trabalho maior era a limpeza dos pequenos bagres e
lambaris, que fritados pela Dona Iria, servia de refeição
a mim e os outros 5 irmãos.
Não fica só por ai. Vejamos também a
canalização do Córrego do Caldeira, denúncia
mostrada na mesma edição do Jornal. Só
podemos concluir então que a nós, pobres e indefesos
mortais, resta somente a atribuição de
pagar doloridos impostos para sustentar gente incapacitada
que tudo resolve na base do discurso, quando na verdade o
caminho seria outro. A questão dos rios e córregos,
não só de Adamantina, é acima de tudo
obrigação do poder público. A omissão
de soluções por parte dos designados para tal,
não só denigre o meio ambiente, mas trata-se
de exemplo negativo que é passado aos mais jovens como
causa natural e eles com certeza, no futuro, tendem a manter
o status quo.
Na condição de cidadão, cheguei a conclusão
que devo participar de forma mais intensa no dever de fiscalizar
nossos governantes. Necessitamos que aquilo que é saqueado
do povo, seja devolvido em forma de benefícios à
coletividade e não como suporte financeiro para a manutenção
vitalícia do emprego.
Seja um pequeno córrego em agonia, exemplo para todos
os males que devemos combater, como saúde, segurança
e, principalmente, educação...
Ronald Albanez - Foz do Iguaçu – PR (20/02/2007)
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