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Opinião

 

 

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DIA 17 DE OUTUBRO JANTAR DOS ENGENHEIROS, ARQUITETOS E AGRÔNOMOS

 

A IMPORTÂNCIA DOS CONSELHOS REGIONAIS E FEDERAIS

A Constituição garante o livre exercício de qualquer trabalho, com as qualificações exigidas pela lei. Além das exigências de qualificação, relacionadas à escolaridade e à formação do profissional, algumas profissões exigem a fiscalização do seu exercício, ou seja, deve haver um ente que verifique se o profissional possui as qualificações educacionais necessárias, bem como exercer seu dever com seriedade, perícia e prudência. Essa fiscalização é especialmente necessária nas profissões cujo exercício pode trazer riscos à população em geral ou mesmo a algumas pessoas isoladamente.
O Estado não tem condições de fiscalizar todas as profissões. Assim, por meio de lei, foi delegada a competência aos conselhos profissionais, criados especialmente para esse fim.
Os Conselhos Regionais e Federais têm por objetivo fiscalizar o exercício de uma profissão regulamentada por legislação especial, principalmente no que tange à verificação da presença dos requisitos exigidos para a prática da mesma.
Ao praticar a fiscalização da atividade profissional um conselho exerce, a priori, função de órgão estatal, uma vez que edita normas que regulamentam o exercício da profissão, exerce poder de polícia - ao verificar o cumprimento de normas legais e aplicar sanções cabíveis aos profissionais - e ainda impõe contribuições compulsórias aos inscritos, dentre outras atribuições. Os Conselhos são importantes porque desempenham um papel de Estado, pois observam se o profissional exerce sua profissão da forma explicitada pela lei, verificam o exercício da profissão por profissional não habilitado, impõem multa aos maus profissionais e até cassam a licença dos profissionais envolvidos em irregularidades.
Enfim, a atividade de fiscalização dos conselhos preserva a sociedade dos maus profissionais e proporciona segurança a todos os que necessitam de seus serviços.


SOFTWARE ALERTA AGRICULTORES PARA RISCO DE DOENÇAS

O setor do agronegócio vem se beneficiando muito com as tecnologias atuais, aumentando a produtividade e reduzindo gastos nas lavouras.
Prova disso é uma ferramenta desenvolvida pela Embrapa Trigo juntamente com outras instituições, que avisa quando as condições climáticas estão favoráveis ao surgimento de doenças.
O Sisalert atualmente é utilizado nas culturas de maçã e trigo e conta com o auxílio do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), através da sua rede de estações meteorológicas automáticas. Para identificar o risco de doenças, como a sarna da maçã, o sistema usa os dados de tempo para rodar modelos que estimam o risco de infecção pelo fungo que causa a sarna. Assim, os produtores podem aplicar os fungicidas nos momentos certos, evitando o desperdício.
O coordenador do projeto, eng. agrônomo José Maurício Fernandes, explica como o alerta funciona: “O sistema está programado para que, caso algum risco apareça, seja enviada uma mensagem eletrônica automática na conta de e-mail no celular do técnico cadastrado no sistema”.
Ele ressalta, também, que a ferramenta apenas faz o alerta, mas não dá nenhuma recomendação. “Quem decide qual procedimento será ou não tomado é o próprio técnico”, diz ele. Atualmente, a ferramenta está sendo expandida para outras culturas, em todo o Brasil, como a soja.
Os interessados podem se cadastrar no site www.sisalert.com.br para usufruir gratuitamente do sistema.

PRIMEIRO ÔNIBUS MOVIDO A HIDROGÊNIO DO HEMISFÉRIO SUL

Neste mês começa, efetivamente, a rodagem, em São Paulo, do primeiro ônibus movido a hidrogênio do Hemisfério Sul, depois de alguns meses de testes. Feito em Caxias do Sul, pela empresa Tuttotrasporti, o veículo tem 12,6 metros de comprimento, capacidade para 63 pessoas e piso baixo total para maior conforto e acessibilidade aos passageiros. Possui, ainda, tração elétrica híbrida (célula mais bateria) e autonomia de 300 km.
A coordenadora nacional do Projeto Ônibus Brasileiro a Hidrogênio é a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanas (EMTU/SP), com direção do Ministério das Minas e Energia (MME), e recursos do Global Environment Facility (GEF), aplicados por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O gerente de planejamento da EMTU, arquiteto e urbanista Carlos Zundt, explica que o projeto surgiu do Banco Mundial, através do GEF, com objetivo de criar um ônibus movido a hidrogênio em oito cidades do mundo. São Paulo foi uma das escolhidas, pela grande concentração de pessoas e elevada poluição. Conforme ele, o Brasil foi o único que criou um sistema inovador inteligente para ser utilizado neste veículo. “O veículo utiliza células automotivas, e toda a energia produzida e não utilizada (quando o veículo está parado, por exemplo) é armazenada na bateria e aproveitada posteriormente. O ônibus é silencioso e tem zero emissão de poluentes, já que é liberado na atmosfera apenas vapor d’água”, explica Zundt.
Comparado ao veículo tradicional, movido a diesel, ele é superior em vários pontos, além dos ambientais. Tem vida útil de 20 anos, enquanto o tradicional tem 6, além de apresentar um motor com desempenho melhor comparado ao outro.
Segundo o arquiteto, este é o futuro do planeta, prevendo que até 2015 a utilização deste tipo de veículo seja a realidade de países como os Estados Unidos.
Porém, segundo ele, apesar de ser considerado um país de Terceiro Mundo, o Brasil não fica atrás. “Essa tecnologia criada aqui é muito competitiva, com relação às de outros países.”
Questionado sobre quanto tempo o Brasil poderia demorar até adotar o combustível em toda sua frota de veículos, Zundt reafirma a capacidade de produção brasileira. “Antes mesmo de ser um produtor interno, o país deve se tornar uma plataforma de exportação de ônibus movido a hidrogênio.”
Mais informações em www.emtu.sp.gov.br/h2/

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